Gestão por Processos (BPM) & Evolução

A Gestão por Processos (BPM) foi, por muitos anos, a principal resposta das organizações à necessidade de eficiência, padronização e previsibilidade operacional. E, em muitos contextos, ela continua sendo absolutamente necessária.

BPM estruturou operações, reduziu desperdícios, deu visibilidade ao trabalho real e criou uma linguagem comum para a organização funcionar melhor. Nesse sentido, ela representa uma fundação indispensável da gestão moderna.

Com o tempo, porém, seus limites também ficaram evidentes.

Processos podem estar corretamente modelados, automatizados e auditados — e ainda assim não entregarem o resultado que realmente importa. Eficiência bem-comportada não garante eficácia. E muito menos efetividade sustentada.

Grande parte dessas frustrações não nasce do BPM em si, mas da expectativa indevida de que processos resolvam problemas que são, na origem, decisões mal qualificadas.

Ao longo dessa trajetória, surgiram reflexões críticas como a Modelagem da Verdade, a Medição de Valor de Processos e o convite a fugir do fluxograma como fim em si mesmo. Não para abandonar o BPM, mas para recolocá-lo em seu devido lugar: como meio, não como origem.

Este pilar apresenta a evolução da gestão por processos a partir da prática real — reconhecendo suas contribuições, expondo seus limites e conectando-a a abordagens mais amplas, como a gestão de experiências e o Nexialismo Organizacional.

Aqui estão reunidos livros, cursos, artigos e formações que tratam do BPM de forma madura, crítica e integrada, respeitando sua história e apontando caminhos evolutivos possíveis para contextos organizacionais cada vez mais complexos.